Sa√ļde Covid-19

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores.

Por G7 Bahia

17/10/2021 às 11:27:57 - Atualizado h√°
Foto: Reprodução

Apenas 11% dos c√£es e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, n√£o desenvolvem a doen√ßa, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paran√° (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas n√£o t√™m sinais clínicos da doen√ßa.

Segundo o médico veterin√°rio Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ci√™ncias da Vida da PUC-PR e um dos respons√°veis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 c√£es e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que n√£o tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 t√™m sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secre√ß√£o nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os c√£es e gatos domésticos tinham o vírus. "Eles pegam o vírus, mas este n√£o replica nos c√£es e gatos. Eles n√£o conseguem transmitir", explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de c√£es e gatos transmitirem a doen√ßa é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, n√£o t√™m o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos t√™m baixo potencial no ciclo epidemiológico da doen√ßa.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer muta√ß√£o. Por enquanto, o c√£o e o gato doméstico n√£o desenvolvem a doen√ßa. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer muta√ß√£o e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também c√£es e gatos domésticos.

"Isso pode acontecer. Aí, o c√£o e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente n√£o sabe".

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doen√ßa e vacinar em massa a popula√ß√£o, para evitar que o c√£o e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a muta√ß√£o.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o c√£o e o gato t√™m anticorpos contra o vírus. Os dados dever√£o ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Fonte: Agência Brasil
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