Política Depoimento

Queiroga diz em CPI que Brasil não está na terceira onda da pandemia

Segundo ministro, pa√≠s vive segunda onda com plat√ī elevado de casos

Por G7 Bahia

09/06/2021 às 12:05:19 - Atualizado h√°
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Em depoimento nesta ter√ßa-feira (8) à Comiss√£o Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o Brasil n√£o vive uma terceira onda da pandemia. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o país entrar em uma nova onda de contamina√ß√£o, o ministro disse que o clima e a falta de isolamento social contribuem para a circula√ß√£o do vírus e a alta de mortes em alguns estados.

"Ainda n√£o est√° caracterizada uma terceira onda", disse Queiroga. "Estamos na segunda onda em um platô elevado de casos", acrescentou.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o país registra 16.984.218 casos acumulados de covid-19 e 474.414 óbitos.

Durante o depoimento na CPI, o ministro disse ainda que n√£o h√° um médico infectologista em atividade no Ministério da Saúde. Ao ser questionado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o uso do chamado tratamento precoce, Queiroga disse consider√°-lo ineficaz.

Renan Calheiros perguntou, ent√£o, por que o ministro n√£o tirou do ar uma portaria do Ministério da Saúde, de agosto do ano passado, sobre o uso da cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento de pacientes com sintomas leves de covid-19. Ao colegiado, o ministro respondeu que n√£o vai retirar a nota do ar porque ela perdeu o efeito legal e que é um documento para a "história".

"Ela est√° no site, porque faz parte da história do enfrentamento à pandemia. Ent√£o, n√£o vou retirar do site do Ministério da Saúde", disse. "N√£o é um ato administrativo, por isso n√£o cabe revoga√ß√£o", acrescentou Queiroga.

O ministro também foi questionado sobre a demora em contratar a compra de mais 30 milh√Ķes de doses da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, para o último trimestre deste ano, além das doses j√° encomendadas. Queiroga disse que dispensou a compra do imunizante por j√° ter a previs√£o de muitas doses de outras vacinas, como as da Pfizer e da AstraZeneca, no último trimestre do ano. O ministro também disse que prefere a ButanVac, ainda em fase inicial de estudos em seres humanos.

"Acho que a gente deve apostar numa vacina nacional. Vai sair por um custo menor, é uma promessa na tecnologia brasileira, de desenvolvimento do complexo industrial da saúde. Apesar de entendermos que a CoronaVac é uma boa vacina, j√° surgem questionamentos acerca de sua efetividade, mas n√£o quero adentrar em conhecimento mais definitivo, porque falta evid√™ncia. Mas, por uma estratégia, o Ministério da Saúde pensa que investir na ButanVac seria a melhor op√ß√£o, sem prejuízo de podermos adquirir essas 30 milh√Ķes de doses da CoronaVac também", disse.

O ministro também foi perguntado sobre o chamado "gabinete paralelo". O relator mostrou um vídeo de uma reuni√£o no Pal√°cio do Planalto, no qual o virologista Paolo Zanotto sugeriu a cria√ß√£o de um "gabinete das sombras" para tratar da resposta do governo à pandemia da covid-19.

Calheiros perguntou ao ministro se conhecia algumas das pessoas que comporiam o suposto gabinete e citou, entre os nomes, o próprio Zanotto, a médica Nise Yamaguchi, o empres√°rio Carlos Wizard, o ex-assessor da Presid√™ncia Arthur Weintraub, e o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).


Agência Brasil

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