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Comandantes de tropas do Exército temem efeito de absolvição de Pazuello e buscam conter danos

Generais planejam recomendar que militares da ativa não apareçam em passeios de Bolsonaro

Por G7 Bahia

05/06/2021 às 15:15:03 - Atualizado há
Foto: Reprodução

Generais à frente de tropas numerosas no Exército se viram obrigados a dar início a estratégias de contenção de danos diante da decisão do comandante da Força de não punir o general da ativa Eduardo Pazuello por participar de ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello participa de ato com o presidente Jair Bolsonaro

O comandante do Exército abriu um processo interno para investigar a conduta do general da ativa. Depois de ouvi-lo presencialmente e da apresentação de uma defesa por escrito, Oliveira concluiu que Pazuello não cometeu uma transgressão disciplinar e arquivou o procedimento.

O Presidente Jair Bolsonaro fez pressão direta ao comandante para que Pazuello não fosse punido. A articulação envolveu o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto.

Eduardo Pazuello em cerimônia no Palácio do Alvorada pouco depois de assumir o ministério em substituição a Nelson Teich

A impunidade de Pazuello, após a participação do ato no dia 23 de maio, um domingo, no Rio de Janeiro, amplia a escalada de contaminação política no Exército.

A partir de agora os comandantes começarão a dar a orientação para que subordinados não participem de atos como as 'motociatas' organizados pelo presidente. A decisão de livrar Pazuello foi divulgada na última quinta-feira (3) pelo Exército e causou forte reação entre militares, congressistas, integrantes do Judiciário e organizações da sociedade civil.

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