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Fiocruz alerta que incidência de covid-19 mantém patamar elevado

Pesquisadores dizem que cen√°rio exige maner todos os cuidados

Por G7 Bahia

13/05/2021 às 12:58:49 - Atualizado h√°
Foto: Leonardo Oliveira/Fiocruz

Pesquisadores da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que a incid√™ncia da covid-19 se mantém em um patamar elevado no Brasil, o que d√° oportunidade para o surgimento de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 e torna o risco de uma terceira onda "ainda mais grave". A an√°lise consta no boletim divulgado ontem (12) pelo Observatório Covid-19, que aponta também uma ligeira redu√ß√£o nas taxas de mortalidade e na ocupa√ß√£o dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

"A observada manutenção de um alto patamar, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, exige que sejam mantidos todos os cuidados, pois uma terceira onda agora, com taxas ainda tão elevadas, pode representar uma crise sanitária ainda mais grave", avalia o boletim.

Desde o fim de abril, h√° uma tend√™ncia de queda de 1,7% nos óbitos por dia, enquanto os casos aumentam 0,3% por dia. O número de mortes, porém, continuava muito elevado na semana de 2 a 8 de maio, próximo das 2,1 mil vítimas por dia.

O percentual de pessoas diagnosticadas que v√£o a óbito (letalidade) também caiu, de 4,5% em mar√ßo para cerca de 3,5% na última semana, o que pode indicar um aumento na capacidade de diagnóstico e no tratamento de casos graves.

"Neste momento da pandemia cabe o refor√ßo das a√ß√Ķes de vigil√Ęncia em saúde para fazer a triagem de casos graves, o encaminhamento para servi√ßos de saúde mais complexos, bem como a identifica√ß√£o e aconselhamento de contatos. Nesse sentido, a reorganiza√ß√£o e amplia√ß√£o da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a press√£o sobre os servi√ßos hospitalares", recomendam os pesquisadores.

Leitos

O boletim divulgado ontem aponta uma melhora significativa na ocupa√ß√£o dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na Regi√£o Norte, onde Roraima (37%), Acre (57%) e Amazonas (55%) est√£o na zona de alerta baixo. Fora esses tr√™s estados, a Paraíba é a única que apresenta ocupa√ß√£o na zona de alerta baixo, com 59%.

Apesar disso, sete estados de outras regi√Ķes t√™m ao menos 90% dos leitos ocupados: Piauí (90%), Cear√° (90%), Rio Grande do Norte (95%), Pernambuco (96%), Sergipe (97%), Paran√° (93%) e Santa Catarina (91%). Também est√£o na zona de alerta crítico para a ocupa√ß√£o de UTIs: Roraima (88%), Bahia (80%), Mato Grosso do Sul (85%), Distrito Federal (81%), Tocantins (81%), Rio de Janeiro (87%) e Goi√°s (84%).

O número de estados na zona de alerta médio é o maior desde 22 de fevereiro. S√£o nove as unidades da federa√ß√£o com as UTIs entre 60% e 80% de ocupa√ß√£o: Amap√° (72%), Par√° (69%), Maranh√£o (67%), Mato Grosso (79%), Alagoas (74%), Minas Gerais (79%), Espírito Santo (77%), S√£o Paulo (79%) e Rio Grande do Sul (73%).

O boletim sugere que a nova conjuntura da pandemia "pode permitir a readequa√ß√£o dos servi√ßos de saúde, com atua√ß√£o mais intensa dos servi√ßos de Aten√ß√£o Prim√°ria de Saúde, bem como o esclarecimento da popula√ß√£o, empresas e gestores locais sobre a import√Ęncia de se intensificar as pr√°ticas de prote√ß√£o individuais e coletivas, como o uso de m√°scaras, higieniza√ß√£o pessoal e de ambientes domiciliares".

Os pesquisadores refor√ßam que locais e atividades de intera√ß√£o social, principalmente em ambientes fechados e com grande números de pessoas devem continuar sendo evitados. "Somente essas medidas, aliadas à intensifica√ß√£o da campanha de vacina√ß√£o, podem garantir a queda sustentada da transmiss√£o e a recupera√ß√£o da capacidade do sistema de saúde".

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