Sa√ļde Febre Oropouche

Sesab registra primeira morte por febre Oropouche na Bahia; segundo óbito é investigado

Paciente era da cidade de Valença, no baixo sul do estado, e tinha 24 anos. Caso investigado √© de Camamu, na mesma região.

Por G7 Bahia

17/06/2024 às 15:47:54 - Atualizado h√°
Foto: Reprodução

Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) registrou a primeira morte por Febre Oropouche no estado, nesta segunda-feira (17). A paciente era uma mulher de 24 anos, moradora de Valença, cidade que fica a 123 km de Salvador.

A morte aconteceu em março deste ano, mas só foi divulgada nesta segunda, porque diversos exames precisaram ser feitos para que a causa do óbito fosse confirmada. Mais detalhes sobre o quadro de saúde da paciente não foram detalhados nem pela pasta nem pela prefeitura de Valença, que adiantou que a jovem residia na zona rural.

Uma segunda morte por Oropouche est√° em investigação. O paciente tem 21 anos e o caso foi registrado em Camamu, cidade a 72 km de Valença.

"São dois casos de pessoas jovens, saud√°veis, sem comorbidades. Isso foi o que nos chamou ainda mais atenção", afirmou o infectologista Antônio Bandeira, que faz parte da vigilância estadual.

Bahia enfrenta surto da febre Oropouche — Foto: Fl√°vio Carvalho/WMP/Fiocruz
Bahia enfrenta surto da febre Oropouche — Foto: Fl√°vio Carvalho/WMP/Fiocruz


De acordo com a Sesab, o estado enfrenta um surto da doença. Desde março j√° foram confirmados 691 casos, em 48 cidades. As primeiras ocorr√™ncias foram em Valença, onde o primeiro óbito foi registrado, e em uma cidade vizinha, Laje.

Até a última atualização da Sesab, a cidade de Gandu, no baixo sul, liderava a lista de registros, com 81 casos. Amargosa, no Vale do Jiquiriç√°, aparecia com 66 registros positivos, seguida de Uruçuca, no sul, com 50.

Saiba mais sobre a Febre do Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença viral transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Até o momento, não h√° registros de transmissão direta entre pessoas.

O arbovírus foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, na amostra de sangue de uma bicho-preguiça capturada durante a construção da rodovia Belém - Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram registrados no país.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores musculares, semelhantes aos de outras arboviroses como a dengue e a chikungunya.


Com o aumento no número de casos, a Secretaria da Saúde do Estado intensificou as ações de investigação epidemiológica nas regiões em que houve registros da doença.

Fonte: G1
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